Há uma frase que circula como consolo fácil: “não deveríamos nos preocupar com o amor e a morte, pois chegam sem avisar” . À primeira vista, ela parece sábia. Fala de entrega, de aceitar o imprevisível. Mas, quando escutada com mais cuidado, revela algo inquietante: uma tentativa de nos afastar justamente daquilo que mais nos implica como humanos. É verdade que o amor e a morte não obedecem à nossa agenda. Eles escapam ao controle, atravessam a vida sem pedir licença. Mas daí